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A criação e evolução das Máquinas de Costura

Você conhece a história da máquina de costura?  Antes do surgimento da máquina de costura, o processo de unir os tecidos era feito inteiramente de forma manual, podia levar muito tempo para ser executado e envolvia diversas costureiras.

(Antiga maquina de costura Singer)

O “início” da história da máquina de costura remonta ao ano de 1775, quando foi feita a primeira patente que fazia referência a uma máquina de costura, porém, o projeto nunca foi encontrado e pouco se sabe se chegou de fato a existir. Nessa época, a revolução industrial começou a ganhar corpo e novos equipamentos surgiram para atender À demanda – como máquinas que fabricavam tecidos. Logo começou a corrida por um sistema que agilizasse o processo de costura a fim de evoluir a técnica e o comércio de roupas e tecidos.

Ao longo da história da máquina de costura muitos outros projetos surgiram, mas foi apenas em 1830 que o alfaiate francês Barthelemy Thimonnier patenteou uma máquina que funcionasse. A criação desagradou costureiras e alfaiates da época. Foi apenas quatro anos mais tarde que o americano Walter Hunt fez uma máquina de costura que funcionasse, porém, não fez patente devido ao medo da repercussão negativa junto aos profissionais da costura. Hunt desistiu de aprimorar o invento que apenas costurava em linha reta, sem curvas, ziguezagues, voltas ou rendas.

A Revolução Industrial trouxe diversas mudanças ao cotidiano das pessoas, especialmente quanto ao tempo de trabalho, medido por relógio ou pelo tempo do trabalho nas máquinas. Nesta época ainda surgiram novos equipamentos, como o do americano Elias Howe, que criou e patenteou um sistema de costura de pesponto duplo. A criação era baseada em quatro pontos principais: agulha com “olho” na ponta, calcador pelo qual passava a agulha, sistema de bloqueio e direcionamento do tecido e alimentação do sistema. O sistema possuía algumas limitações e era muito simples.

A corrida para desenvolver a máquina de costura levou muitas pessoas a desenvolverem esses equipamentos. Para usufruir da patente do maquinário, Howe entrou na justiça para receber direitos pela sua invenção contra outros fabricantes, como Issac Singer. Howe venceu alguns anos mais tarde e montou uma fábrica de máquinas de costura em Nova York. O equipamento virou sinônimo de equipamentos bem fabricados e foram exportados para todo o mundo, porém, a empresa começou a declinar com a morte de Howe, em 1867, mesmo ano em que sua patente caiu por terra.

A máquina de Howe perdeu espaço para os equipamentos de Isaac Singer, que possuíam melhores propagandas e assistência técnica às máquinas. Singer revolucionou o mercado com equipamentos mais baratos e eficientes, ele ainda mudou a ideia de que esses produtos deveriam estar apenas em fábricas e começou a vender para o consumidor final. Inovou também ao parcelar o pagamento, que deveria ser mensal.

Com o passar dos anos, diversos inventores aprimoraram o processo e cada um deles fazia uma patente do seu aperfeiçoamento e recebiam um número. Os fabricantes conheciam as alterações dos outros e aperfeiçoavam seus equipamentos. Essa situação gerou uma guerra nos tribunais, onde cada empresário brigava pelo direito de produzir sua própria invenção.

(Willcox e Gibbs antiga máquina de costura)

Logo, as novas máquinas começaram a chegar ao Brasil. Em 1858 a Singer montou a primeira loja de máquinas de costura em território brasileiro. Logo depois, muitos empresários anunciaram e trouxeram máquinas de costura para o Brasil, como o sr. Murbert Dutton, Madame Besse e Companhia, que vendia as marcas Wheeler & Wilson´s. Nathaniel Wheeler e Allen B. Wilson.

Depois de anos de batalha judicial, os principais produtores de máquinas de costura dos Estados Unidos, como Singer, Wheeler & Wilson, Grover & Baker, entre outras, se uniram em cartel a fim de manipular a fabricação desses equipamentos. No acordo, a cada máquina fabricada os participantes deveriam pagar aos integrantes do grupo o equivalente a duas semanas de trabalho de um colaborador da fábrica, cerca de US$ 15. Apesar de acusadas de monopólio pela imprensa, o cartel durou de 1856 a 1877, com a aprovação pelo congresso americano da lei que quebrava o monopólio do cartel.

O valor de comercialização do equipamento reduziu. Em 1880 o crescimento da Singer foi tão significativo, que a marca controlava cerca de 75% do mercado.

A história da máquina de costura mostra que o equipamento demorou a se destacar no mercado quando foi lançado devido à dificuldade de costura e das diferentes falhas. Mas no período em que o cartel foi dissolvido a realidade era diferente, pois a aquisição de uma máquina de costura era um bom negócio para famílias abastadas e pequenos ateliês de costura. Importante destacar que diferentemente do que aconteceu com Barthelemy Thimonnier, a “democratização” do equipamento fez com que alfaiates e costureiras vissem-na como forma de aumentar o lucro, ao invés de serem substituídos.

“A importância da costura é impossível de ser medida já que a profissão é responsável pela movimentação de quase cinco milhões de reais por ano na economia nacional, sem contar a sua importância para a moda do nosso país.”

Fonte: Artigo “A história das máquinas de costura: um anúncio brasileiro vendo uma máquina americana”.

E ai, o que achou dessa evolução tão importante para todos nós?
E para concluir, lá vai um poema em homenagem as nossas costureiras e costureiros:

“Costurar não é um simples trabalho. É selecionar, cortar, unir e revisar. Costurar é dar formas, agregar sentido, criar valor. É expressar sentimentos através das linhas. Costurar é uma verdadeira arte!”

 

 

 

 

 

 

 

Fim.